Escola Cervejeira Belga – A História e os Estilos

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imagem de dois copos com cerveja e insumos e uma bandeira da belgica atrás

Você já ouviu falar em escola cervejeira? Não, não é um lugar onde você aprende a fazer cerveja, mas sim, grandes nações e regiões onde foram desenvolvidos e produzidos estilos de cervejas que até hoje seguem os mesmos parâmetros!

Historicamente, existem hoje 4 escolas cervejeiras: da Alemanha, Inglaterra, Americana e Bélgica.

Neste post, você vai conhecer sobre a  Escola Cervejeira Belga e como os estilos belgas surgiram.

História da Escola Cervejeira Belga:

Antigamente os habitantes da Gália (hoje França e Bélgica) já produziam a sua própria versão da cerveja.

Como eles não pertenciam ao Império Germânico, não eram obrigados a fazer uma cerveja que seguia a lei da pureza alemã (onde só podia ter água, malte, levedura e mais tarde lúpulo), por isso a criatividade rolava solta naquela região.

A Influência dos monges para a escola cervejeira:

Mais tarde, após a queda do Império Romano, começaram a surgir mosteiros na região que desenvolveram cervejas com diferentes tipos de leveduras e inclusão de outros ingredientes como: coentro, casca de laranja e outras especiarias.

Com o tempo, os monges foram refinando as suas técnicas e aprimorando as cervejas que desenvolveram um perfil complexo, muito aromático e alcoólico.

Para você ter uma ideia, a tradição cervejeira dessa região é tão ligada à cultura do país, que as cervejas da Bélgica hoje são consideradas Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco, além de serem famosas no mundo inteiro por sua grande variedade, aroma e complexidade de estilos, que vão desde a leveza das Witbiers até as mais robustas como as Belgian Dark Strong Ales.

De acordo com o Brewers Association, esses são os estilos que a Escola Cervejeira Belga pode ter:

  • Belgian Blonde Ale
  • Beldian Pale Ale
  • Belgian Pale Strong Ale
  • Belgian Dark Strong Ale
  • Belgian Dubbel
  • Belgian Trippel
  • Belgian Quadruppel
  • Belgian Witbier
  • Bière de Garde
  • Beière Flanders/Red Ale
  • Belgian Lambic
  • Belgian Gueuze
  • Belgian Fruit Lambic
  • Belgian Ale
  • Belgian Table Beer

Nos exemplos abaixo, você vai conhecer cervejas que seguem o estilo da Escola Cervejeira Belga. Perceba a complexidade no aroma, sabor e alguns ingredientes que são colocados nelas:

 Hoegaarden Wit:

cerveja hoegaarden long neck em fundo branco

cerveja hoegaarden long neck

 

É uma cerveja feita na Bélgica, de trigo, cor amarelo-claro, turva. As sementes de coentro e raspas de casca de laranja, utilizadas em sua produção, lhe conferem um aroma frutado refrescante e suave, e ao mesmo tempo um sabor doce e levemente cítrico.

Becasse Kriek:

cerveja becasse kriek

cerveja becasse kriek

Cerveja de fermentação espontânea, Lambic (Fuit Lambic). Esse tipo de fermentação é feito por leveduras selvagens, presentes no ambiente e que só podem ser encontradas exclusivamente na região do Vale Senne – Bruxelas. Ela é fermentada e maturada em barricas de madeira com suco de cereja, frutas vermelhas, sementes de coentro e casca de laranja. Levemente ácida, com boa carbonatação, aroma de cereja e especiarias

 

Hoegaarden Forbidden Fruit:

cerveja hoegaarden forbidden fruit

cerveja hoegaarden forbidden fruit

Cerveja Belga do estilo Belgian Dark Strong Ale, de alta fermentação, muito aromática, feita com maltes torrados o que favorecem a sua cor âmbar. Apesar de ser suavemente adocicada, ela também é intensa e muito complexa.

 

Cerveja Leffe Blonde:

cerveja leffe blonde long neck

cerveja leffe blonde long neck

Cerveja produzida na Bélgica, com coloração dourada e sabor suave, é uma Belgian Blond Ale, com maltes selecionados que proporcionam uma cerveja encorpada e turva. Apesar do sabor levemente adocicado e refrescante, é possível notar a presença do lúpulo.

 

Cerveja Leffe Brown:

cerveja leffe brown

cerveja leffe brown

Produzida com maltes nobres na Bélgica, a Cerveja Leffe Brown tem um aroma torrado com toque de caramelo. De sabor adocicado com notas de chocolate e toffe, esta é uma saborosa Belgian Dubbel

Mas é só na Bélgica que se pode fazer o estilo da Escola Cervejeira Belga?

Não, hoje nós podemos reproduzir sim os estilos da Escola Belga, (menos aqueles que são de fermentação espontânea, Lambic), em qualquer lugar do mundo. Basta seguir os parâmetros e usar os ingredientes próprios do estilo.

A Wals Inhtotim Reticulata:

cerveja inhotim reticulata

cerveja inhotim reticulata

é feita no Brasil pela cervejaria Wals. É uma Witibier (que significa cerveja branca), que segue o estilo da Escola Belga pois é de alta fermentação, com aroma cítrico, corpo leve e acidez provenientes da laranja e mexerica. Por ser levinha, combina com pratos leves também, como salada, peixes e frutos do mar. Repare que sensorialmente ela é próxima da Hoegaarden Wit. Essas são as Witbier Belgas, que oferecem leveza ao paladar, junto com notas cítricas e outras especiarias!

 

Wals Quadruppel:

cerveja wals quadruppel

cerveja wals quadruppel

Do estilo Belgian Quadruppel, é elaborada com quatro tipos de malte, com sabores intensos de malte, chocolate, toffe, mel e frutas secas nobre cepa de levedura, lúpulos especiais e especiarias, é maturada em carvalho francês marinado em cachaça genuinamente mineira.

No clube Desbravadores do empório da cerveja, esse mês (por apenas 29,90), vai enviar aos sócios duas cervejas que seguem o estilo da escola cervejeira belga. Uma cerveja importada da Bélgica, e outra feita aqui no Brasil. Ficou curioso? Clique aqui para saber quem são elas!

E aí, o que achou? Conte para nós sobre sua experiência com a escola cervejeira belga! Para aparecer no Instagram do Empório Da Cerveja, basta marcar #EmporioDaCerveja, não esquece de deixar as fotos abertas para que a gente consiga ver! 🙂

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2 comments

  1. David G Kish 27 fevereiro, 2017 at 13:51 Reply

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